No forte, meio à estrutura metálica dos andaimes, plantas e placas preenchiam as lacunas da sustentabilidade.
Em letras garrafais era contada a história do desmatamento no Brasil, também a situação da população indígena que habita a floresta brasileira, e tantas coisas mais.
Displays eletrônicos nos mostravam em tempo real números
absurdos de mortes e consumo exagerado.
Gráficos ilustravam o crescimento desordenado das cidades e
a redução drástica das reservas naturais.
Enquanto pegadas humanas são marcadas, a vida é extinta...
pássaros, árvores, rios, e até mesmo pessoas... são apagadas para sempre.
O nosso grande e lindo Brasil, embalado ao som do samba, era tecido de palavras em fios multicoloridos que ao vento chacoalhavam.
Espelhos em todos os lados mostravam a
infinidade de gente que habita o planeta terra.
Meio à fervorosa defesa da vida o arquivo humano se faz
presente ao acervo das palavras.
Vida. Life. Vie. Liv. Leven. жизнь. 생활. Leben. həyat. ħajja. lífið.
No último dia da exposição Humanidade2012, 22 de junho (2012), no Forte de Copacabana (RJ), fiquei 5 horas na grande fila que seguia por toda Rua Francisco Otaviano. Depois disso adentrei o forte e me deslumbrei com todo o espaço.
A exposição teve início no dia 11 de junho e foi uma iniciativa da FIESP, do sistema FIRJAN, da Fundação Roberto Marinho e do SESI. A exposição teve como patrocinadores a prefeitura do Rio de Janeiro, o SEBRAE e a Caixa Econômica Federal.
“O Humanidade2012 é um espaço concebido para permitir a participação da sociedade civil na Rio+20. É também um lugar onde as pessoas poderão conhecer o protagonista do Brasil e suas ações práticas de desenvolvimento sustentável. A indústria brasileira propõe à sociedade uma reflexão sobre nosso papel na busca de equilíbrio entre crescimento econômico, inclusão social e o necessário cuidado com o meio ambiente. A participação da indústria é fundamental nesse debate e, mais que isso, na implantação de ações que assegurem um futuro com qualidade de vida para todos. O futuro da terra depende das decisões tomadas agora pela humanidade. Os homens conhecem os caminhos corretos. É preciso percorrê-los.” Paulo Skaf – Presidente da FIESP.